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16/10/2010 - Saiba Como Fazer Seu Adubo Orgânico
Natureza
Saúde e Meio Ambiente
Os resíduos orgânicos são aqueles provenientes de podas e cortes de árvores, grama, restos de cozinha (restos de alimentos, cascas de frutas, verduras, legumes), resíduos de capina, folhas, palhada, estercos de animais, restos de culturas agrícolas, etc.     O processo de compostagem é o meio de transformação destes resíduos orgânicos em composto ou adubo orgânico utilizável na agricultura. Este processo envolve transformações de natureza bioquímica, promovidas por milhões de microorganismos do solo que têm na matéria orgânica in natura sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. Estes microorganismos ao degradar a matéria orgânica acabam por disponibilizar nutrientes responsáveis pelo desenvolvimento das plantas. A diversidade dos materiais utilizados significa menor prazo e maior qualidade do composto produzido.     Um composto para ser produzido não requer grandes espaços. Basta oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento e reprodução destes microorganismos, sendo que a pilha de composto deve possuir resíduos orgânicos, umidade e oxigênio. É possível através desta técnica reduzir a quantidade de resíduos que são produzidos, uma vez que os resíduos orgânicos representam grande parte do volume total de lixo.     A compostagem é a destinação ambientalmente correta para os resíduos orgânicos, eliminando o processo de queima (aquecimento global/efeito estufa), o depósito clandestino em bota-fora, a ocorrência de vetores e animais peçonhentos (riscos à saúde pública nos bota-fora), a contaminação e degradação do solo, dos cursos d'água e da paisagem urbana. Além destes benefícios citamos a excelente qualidade do composto produzido para as hortas, jardins, praças públicas e recuperação de solo estéril.Como preparar um composto orgânico. PEQUENOS VOLUMESMaterial:- 1 caixote de madeira: 30cm de comprimento, 20 cm de largura e 10 cm de altura.- Saco plástico.- 2 medidas de pó de serragem, ou poda de árvore triturada, ou folhas secas.- 2 medidas de terra- 1 e ½ medida de resíduo orgânico picado (restos de comida, cascas de frutas e legumes, borra de café, cascas de ovos, etc.)Modo de fazer: Você deve forrar o caixote com o saco plástico, pois desta forma evita-se a perda de umidade. Misturar os resíduos bem fragmentados neste caixote, reservando um pouco da terra para fazer a cobertura (aproximadamente 3 cm de espessura). Não tampar o caixote, mantendo-o protegido da chuva, preferencialmente na sombra. O material precisa ser revolvido num intervalo de 3 em 3 dias e se necessário umedecer este material durante os 30 primeiros dias. Sempre que fizer isso, cobrir com uma camada de terra. Nos próximos 60 dias, se necessário revolver e umedecer este material semanalmente. No final de 90 a 120 dias, o composto estará pronto para uso em hortas, vasos e jardins. Atenção: Deve-se ficar atento quanto à umidade da mistura. Ela é essencial para a decomposição da matéria orgânica pelos microorganismos. Uma dica importante para verificar a umidade ideal é apertar uma quantidade desta mistura nas mãos: se escorrer água entre os dedos, o composto estará muito molhado, mas se formar um torrão e este se desmanchar com facilidade, a umidade estará ideal. Mas é preciso ter cuidado ao manusear a mistura, já que nos primeiros dias a temperatura pode chegar a 70ºC. Observar quando for revirar a mistura se há existência de um mofo branco em alguns locais no meio da mistura, o que indicará que a umidade está baixa. O composto estará pronto quando não for mais possível distinguir as folhas e os restos orgânicos e a temperatura estiver próxima à temperatura ambiente. Se o composto for produzido de maneira correta ele não terá cheiro e nem atrairá insetos. Uso do Composto: Para gramados, hortaliças, árvores frutíferas, vasos de flores, viveiros de mudas.MÉDIOS VOLUMESO material é basicamente o mesmo para todos os portes (pequeno, médio e grandes volumes): - Esterco de animais; - Qualquer tipo de plantas, pastos, ervas, cascas, folhas verdes e secas; - Palhas; - Todas as sobras de cozinha que sejam de origem animal ou vegetal: sobras de comida, cascas de ovo, entre outros; - Qualquer substância que seja parte de animais ou plantas: pêlos, lãs, couros, algas; Observação: Quanto mais variados e mais picados (fragmentados) os componentes usados, melhor será a qualidade do composto e mais rápido o término do processo de compostagem. Fazer leiras de (2,00 X 1,00)m, altura entre 80cm e 1,00m. As leiras podem ser construídas em solo natural ou em pátios concretados. Proceder da mesma maneira que a compostagem de grandes volumes. Cobrir com sombrite 50%. GRANDES VOLUMES Escolher um local plano de pelo menos (3,00 X 3,00)m para cada leira. É necessário ponto de água para molhar a leira. Pode ser ao sol, mas é preferencial um local com sombra ou meia sombra, e protegido de ventos fortes para evitar o ressecamento do composto. A leira deverá ter largura mínima de 2,00m e máxima de 3,00m, e o comprimento mínimo de 2,00m, sem limite de comprimento máximo, e altura mínima de 1,50m e máxima de 2,00m. A sugestão é que o trabalho seja feito com leiras de (2,00 X 2,00)m, por ser mais fácil de revirar. A leira deverá seguir em sua montagem uma mistura de materiais intercalados com esterco bovino, conforme exemplo abaixo: Caso não tenha material suficiente para fazer uma leira, deve-se acumular o material até o volume necessário. Este material deverá ser picado (quanto mais triturado, mais rápido o adubo fica pronto). Usaremos dois tipos de material: material rico em carbono (materiais secos e fibrosos de plantas, serragem, sabugo de milho, etc) e material rico em nitrogênio (esterco, grama verde, verduras, cascas de frutas e legumes, etc.). É importante ter os dois tipos de materiais, pois se utilizarmos muito material seco, a compostagem vai demorar mais tempo, do mesmo modo que também não seria ideal colocar muito material rico em nitrogênio, por que as altas temperaturas ocasionariam a queima do material. O ideal é duas a três partes de material rico em carbono para uma de material rico em nitrogênio. Durante a formação da leira, após completar cada camada, ou seja, 30 centímetros de podas e 05 centímetros de esterco, devemos molhar todo o material com bastante água. Repetir este procedimento até última camada. A leira deve esquentar em três dias, chegando a 70º, esta temperatura pode ser medida com um termômetro de haste ou com uma barra de ferro de construção de 5/16 com 1,70m. se ao tocar na barra estiver quente, mas você agüentar segurar, está bom, mas se aquecer a ponto de não conseguir por a mão, houve um super aquecimento, neste caso coloque e retire a barra e veja se está seca ou molhada. Caso esteja molhada teremos que revirar a leira para fazer sua aeração. Este fato se deve ao uso de muito material rico em nitrogênio. Mas se ao tirar a barra, ela estiver seca, basta irrigar bem a leira para abaixar a temperatura. Quanto à umidade, recomenda-se irrigar a leira de dois em dois dias (caso não ocorram chuvas, uma vez que após longo período chuvoso devemos voltar a irrigar quando verificarmos através da barra de ferro a necessidade de água) usando uma quantidade de água suficiente apenas para repor a perda por evaporação, pois o excesso de umidade atrasa o processo de decomposição. Observar métodos de análise da umidade na compostagem de pequenos volumes, citado acima. Após a montagem da leira, marque de 25 a 30 dias, faça então o primeiro reviramento, durante esta operação deve-se irrigar o material com quantidade de água suficiente para repor as perdas de umidade. Como estaremos revirando menos vezes (2 ou 3 vezes por leira), devemos antes de iniciar o reviramento , raspar com um ancinho, todo o material que está na parte externa da leira e reservar, para após abrirmos a leira, colocar este material no meio (centro) da leira, voltando a empilhar o material até formar novamente a leira. A leira deverá esquentar novamente em 3 dias. Repita esta operação após 30 dias, igual à primeira vez. Agora é só irrigar normalmente e esperar a queda lenta da temperatura, quando se inicia o período de maturação. É normal durante a maturação, a presença de pequenos insetos e minhocas do tipo puladeira. Observar que na montagem da leira, em poucos dias houve uma redução rápida de tamanho, este fato também irá ocorrer após o primeiro reviramento, mas já no segundo reviramento este processo de redução será mais lento até ficar próximo a 1/3 do volume inicial, quando inicia-se o período de maturação. O composto estará pronto quando estiver completamente escurecido, quando não se consiga fazer a distinção dos materiais usados e não esquentar mais. Quando se deseja um adubo mais fino, o composto pode ser peneirado e pedaços de galho, se existirem, devem ser devolvidos a outra leira em processo ativo. Dicas: Cinzas de fogão a lenha e restos de churrasqueira podem e devem ser acrescentados a leira em qualquer período da compostagem. Fosfato de araxá - coloque cerca de 100 gramas logo após cada camada de esterco. Use gravetos e pequenos galhos sempre na primeira camada da leira, eles facilitam a aeração e liberam o excesso de umidade. Use os restos de verduras, legumes, cascas de ovo, borra de café, etc. Pode-se acrescentá-los diariamente à leira. Faça um buraco na leira com o forcado, coloque o material e em seguida torne a cobri-lo. Esta operação poderá ser feita somente até o primeiro reviramento, quando não devemos mais acrescentar o material. Uma vez terminada a formação da leira não devemos acrescentar podas. Anote a data de formação da leira e dos reviramentos. Para irrigar use micro aspersor em vez de mangueira. Utilização: O adubo orgânico pode ser utilizado em: Gramados - plantio 05 litros/m2 Manutenção: 10 litros/m2 Hortas - plantio 10 litros/m2 Manutenção: de 2 em 2 meses 4 litros/m2 Árvores Frutíferas - plantio 10 litros/cova Manutenção: 5 litros de 3 em 3 meses Vasos de Flores - plantio 40% composto, 30% terra, 30% areia Manutenção: a cada 2 meses adubar com composto líquido (50% composto, 50% água) ou coloque sobre a terra uma fina camada de composto. Ferramentas necessárias - Forcado reto - Forcado curvo 90º - Ancinho - Podão - Facão - 2 barras de ferro 5/16 X 1,70 metros (termômetro) - Placas de identificação e caneta retroprojetora (opcional) - Barras de gabarito (opcional) - Mangueira de água com esguicho ou micro aspersor - Peneira.
Autor/Fonte: Wanderson Lana
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